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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Soneto 130 - Shakespeare

 Shakespeare - a crude romantism


I am not particulary a poetry lover in general, but as everybody I have my moments in appreciate that kind of expression due to the impossibility of ignore poets like Shakespeare, Carlos Drumond de Andrade, Fernando Pessoa, Mario Quintana, names random picked amongst so much others.

Below it is one of the Shakespeare sonets that impressed me, not for idealizing the love subject, but exactly for bring it in crude men and women cotidian terms of common people.

In this sonnet, in a manner that surprised me because it was written before 1609, the poet reveals his love for a woman who is not particulary pretty of specially kind, neither to the lover eyes. It is the sonnet 130 that is followed by an Olavo Bilac translation.




Shakespeare - Sonnets 130

My mistress' eyes are nothing like the sun,
Coral is far more red, than her lips red,
If snow be white, why then her breasts are dun:
If hairs be wires, black wires grow on her head:

I have seen roses damasked, red and white,
But no such roses see I in her cheeks,
And in some perfumes is there more delight,
Than in the breath that from my mistress reeks.

I love to hear her speak, yet well I know,
That music hath a far more pleasing sound:
I grant I never saw a goddess go,
My mistress when she walks treads on the ground.

And yet by heaven I think my love as rare,
As any she belied with false compare.

William Shakespeare


Soneto 130

Não tem olhos solares, meu amor

Não tem olhos solares, meu amor;
Mais rubro que seus lábios é o coral;
Se neve é branca, é escura a sua cor;
E a cabeleira ao arame é igual.

Vermelha e branca é a rosa adamascada
Mas tal rosa sua face não iguala;
E há fragrância bem mais delicada
Do que a do ar que minha amante exala.

Muito gosto de ouvi-la, mesmo quando
Na música há melhor diapasão;
Nunca vi uma deusa deslizando,

Mas minha amada caminha no chão.
Mas juro que esse amor me é mais caro
Que qualquer outra à qual eu a comparo.

(trad. Olavo Bilac)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

William Shakespeare... U2 - One



“De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou”.
E, Por Sermos… Amores…Amados…Amantes…Amigos…
Tudo Dito, É Verdadeiro E Por Sê-Lo, Devemos Seguir,
Como Mandamentos, Imperioso À felicidade…!”

William Shakespeare

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Soneto - William Shakespeare

Não chame o meu amor de Idolatria
Nem de Ídolo realce a quem eu amo,
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo.
É hoje e sempre o meu amor galante,
Inalterável, em grande excelência;
Por isso a minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença.
Beleza, Bem, Verdade’, eis o que exprimo;
‘Beleza, Bem, Verdade’, todo o acento;
E em tal mudança está tudo o que primo,
Em um, três temas, de amplo movimento.
‘Beleza, Bem, Verdade’ sós, outrora;
Num mesmo ser vivem juntos agora.
William Shakespeare
 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

AMOR AMOR AMOR... 15 ANOS E AINDA EXISTE AMOR...

Soneto 92

Faz teu pior pra mim te afastares,
Enquanto eu viva tu és sempre meu,
Não há mais vida se tu não ficares,
Pois ela vive desse amor que é teu.

Por que hei de temer grande traição
Se tem fim minha vida com a menor;
De vida abençoada eu sou, então,
Por não estar preso ao teu cruel humor.
Tua mente inconstante não me afeta,
Minha vida é ligada à tua sorte;
Como é feliz o fato que decreta

Que sou feliz no amor, feliz na morte!
Porém que graça escapa de temer?
Podes ser falso e eu sequer saber.