quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Outros Tempos - Morgana Fernandes



Foram outros tempos, outros acontecimentos, outra vida, eu não me mostrava naquela época, eu apenas vivia, atropelando dia a dia, sem parar pra pensar, sem querer saber, eu tinha uma ansia tão grande de viver, que à nada mais me permitia eu apenas Vivia dia após dia, envolta na melodia das mágoas que comigo trazia...

Eram outros tempos onde eu não me permitia, não sabia o que era amar, a cada dia eu me esquecia, dos lamentos, dos sonhos, da ternura contida no dia a dia, os momentos que vivemos nem percebia, passavam soltos como o vento na inconstância do que podia...

São outros tempos, é outra vida, peço desculpas, pois naqueles tempos, egoista na minha agonia, presa ao medo de amar sozinha, dia a dia eu te perdia...

Morgana Fernandes


"Sou meio que uma mistura de preto no branco, de ódio na doçura. Tentar me decifrar é o mesmo que tentar decifrar o vento." (DarkWriterBr)

Ter ALGO - Martha Medeiros



"Se você não é nenhuma Gisele Bündchen, não há motivo para se desesperar em frente ao espelho.

Quem dera ser uma deusa, mas não sendo, há chance de ser incluída no time das interessantes. Junte nove lindas e uma mulher interessante e será ela quem vai se destacar entre as representantes do marasmo estético. Perfeição, você sabe, entedia.

Mulher interessante é aquela que não nasceu com tudo no lugar, a não ser a cabeça – e, às vezes, nem isso, pois as malucas também têm um charme diabólico. A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos, uma malícia que inquieta a todos quando sorri – e um nariz diferente. São também conhecidas como feias bonitas.

Eu poderia citar um batalhão de feias bonitas que, aqui no Brasil, são públicas e notórias, mas vá que elas não considerem isso um elogio. Então vou dar um exemplo clássico que vive a quilômetros de distância: Sarah Jessica Parker. É uma feia lindona. Uma feia classuda. Uma feia surpreendente. Adoro este tipo de visual. Mulheres com rostos difíceis de classificar, que não se enquadram em nenhum padrão.

Quando Meryl Streep estreou como coadjuvante em Manhattan, filme de Woody Allen, chamou a atenção não só pelo talento, mas pelo seu ar blasé, seu porte altivo e uma sobrancelha que arqueava interrogativamente, como se perguntasse: e aí, você já decidiu se lhe agrado ou não? Paralisante.
Esse gênero de mulher não figura nos anúncios da Lancôme e não possui um rosto desenhado com fita métrica: olhos, boca e nariz a uma distância equilibrada um dos outros. Nada disso. A feia bonita é aquela que não causa uma excelente impressão à primeira vista. Ao contrário, causa estranhamento.

As pessoas se questionam. O que é que essa mulher tem? Ela tem algo. Pronome indefinido: algo. Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas. Não dá para encomendar num consultório de cirurgia plástica. Não adianta musculação, dieta, hidratantes. Feias bonitas têm a boca larga demais. Ou um leve estrabismo. Ou um nariz adunco. Ou seja, este algo que elas têm é algo errado. Mas que funciona escandalosamente bem.

E há aquelas que não têm nada de errado, mas também nada de relevante. Um zero a zero completo, e ainda assim se destacam. Um exemplo? Aquela menina que atuou em Homem-Aranha e Maria Antonieta, a Kirsten Dunst. Jamais será uma Michelle Pfiefer, mas a menina tem algo. Quem dera esse algo fosse vendido em frascos nos freeshops da vida.

Se o fato de ser uma feia bonita é, digamos, uma ótima compensação, ser um feio bonito é o prêmio máximo. Não sei se você concorda, mas eles são mais atraentes que os bonitos bonitos. Não que seja tolerável um narigão num homem: ele tem que ter um! Nada de baby face. É obrigatório uma cicatriz, ou um queixo pronunciado, um olhar caído. Você está lembrando de um monte de cafajestes, eu sei.

Ou de um monte de italianos. É esse tipo mesmo, você pegou o espírito da coisa.

Feias bonitas e feios bonitos tornam a vida mais generosa, democrática, divertida e interessante. Não podemos ter tudo, mas algo se pode ter.."
Martha Medeiros

Os nerds mais bem sucedidos da atualidade...

Os nerds mais bem sucedidos da atualidade



Nerd é uma pessoa que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia. Muitos nerds sofriam e ainda sofrem preconceito. Mas hoje vamos falar dos nerds que conseguiram chegar no “topo”. Segue a lista com alguns nerds mais bem sucedidos e como consequência disso, mais ricos…



Bill Gates

Bill Gates é um filantropo e autor norte-americano nascido em Seattle, que ficou conhecido quando fundou a Microsoft junto com Paul Allen, nada mais que a a maior e mais conhecida empresa de software do mundo em termos de valor de mercado. Atualmente ele é presidente não executivo da empresa, pois se dedica somente a caridade. Sua fortuna se estima em U$56 Bilhões de dólares.


Chad Hurley e Steve Chen

Muitos não os conhecem, mas eles fundaram o Youtube em 2005 e venderam no ano seguinte ao Google por U$1,65 bilhões de dólares. Steve trabalhava na Paypal quando conheceu Chad e o alemão Jawed Karim, os três fundaram o site, Jawed não aparece muito, por isso é menos conhecido que os dois.


Craig Newmark

O serviço que Craig oferece em seu site não é muito conhecido no Brasil, mas Newmark é o responsável pelo Craiglist, uma rede de classificados online, grátis e popular em boa parte do mundo. Com 58 anos, o executivo é também um defensor da internet livre.



Jimmy Wales

Ele tem apenas 44 anos, mas Jimmy mudou a forma como as enciclopédias são feitas. Wales, que fundou a Wikipédia em 2001, hoje é presidente da Wikia, serviço de hospedagens online. Ele e Larry Sanger são responsáveios pelo Wikipédia.


Stanford Larry Page e Sergey Brin

Esses dois fundaram o Google em 1996, o motor de busca fez sucesso e hoje é potência mundial. Hoje em dia, os dois tem 37 anos e uma fortuna avaliada em U$19.8 bilhões de dólares.


Reid Hoffmann

Reid Hoffmann tem 43 anos e é o criador do LinkedIn. Conta-se por aí que foi ele o responsável pelo encontro entre Mark Zuckerberg e Peter Thiel, o que garantiu um investimento inicial de US$ 500 mil dólares ao Facebook. Sua fortuna está estimada em U$ 1.8 bilhões de dólares.


Linus Torvalds

Linus inventou o sistema operacional Linux, o mascote Tux e a base de aplicativos/dados GNU/Linux. Torvalds pertence a comunidade dos Finlandssvenska, um estrato da população representando 6% dos habitantes da Finlândia, que falam sueco. Ele estudou na Universidade de Helsinki. Sua fortuna não é divulgada.


Mark Zuckerberg

Zuckerberg fundou o Facebook em 2004, junto com Dustin Moskovitz, Eduardo Saverin e Chris Hughes, quando eram estudantes da Universidade Harvard. Só no ano de 2010, Zuckerberg foi nomeado pela revista Time como a pessoa do ano. Mark disse que já aderiu a nova rede social do Google, o Google+ (google plus), Mark disse que na sua opinião, o Google+ está concorrendo com o LinkedIn e com a Microsoft. Sua fortuna estima-se em U$13.5 bilhões de dólares.


Matt Mullenweg

Matt Mullenweg tem 27 anos e é o criador do famoso e popular, WordPress, gerenciador de blogs de código aberto. A licença em código aberto e as facilidades de uso são apontados como a receita de sucesso do serviço. Matt escreve num blog pessoal: http://ma.tt./ e não tem sua fortuna divulgada.


Steve Jobs

Steve Jobs, 56 anos, é responsável por uma legião de fãs e seguidores dos produtos da Apple, que tem como logotipo uma maçã mordida. Jobs fundou a empresa em 1976 ao lado de Steve Wozniak. Revolucionou a computação pessoal, com seu Apple II, o mercado de telefonia celular, com seu iPhone, o mercado de tablets, com seu iPad, e o mercado do entretenimento, com a Pixar. Muitos dizem que o verdadeiro slogan da Apple deveria ser: “O elegante custa caro”. Sua fortuna está avaliada em U$8.4 bilhões de dólares.






Fonte: http://escolatecnicasimonsen.wordpress.com

10 dicas de Empreendedorismo segundo o criador do LinkedIn - Reid Hoffman



LinkedIn founder Reid Hoffman gave a speech today about how entrepreneurs can “invent the future”. Speaking at the South by Southwest Interactive conference in Austin, he recited a list of 10 rules of entrepreneurship.

Hoffman, who is now a partner at venture firms Greylock Partners, cautioned that he “reserves the right” to change the list later on. But for now, here are his rules:
  1. Try to create “disruptive change” — “It’s got to be something that changes an industry.” As one rule-of-thumb on how to judge whether your idea is disruptive enough, Hoffman said it should take $10 revenue and replace it with $1 of revenue, because that’s creating opportunities for new ecosystems.
  2. “Aim big” — Hoffman argued that it usually takes the same amount of work to run a the small company as it does a big company (except that if you sell the small company early, the work ends sooner). With that in mind, he said entrepreneurs try to build big companies that revolutionize their industry rather than create a startup they “flip” after a couple of years.
  3. Build a network to amplify your company — That network includes investors, advisors, employees, customers, and others.
  4. “Plan for good luck” — Sometimes entrepreneurs are surprised when something good happens, and they must take advantage of it by changing their plans. For example, he noted that PayPal (where he worked) started as an encryption product on mobile phones, then pivoted to a number other products before the founders noticed that it was being widely used at eBay. At first, the team wondered, “Why are these eBay people using us? This is terrible,” then they realized that PayPal could become a payment tool for online merchants.
  5. “Maintain flexible persistence” — “The art is knowing when to be persistent and when to be flexible and how to blend them.”
  6. “Launch early enough that you’re embarrassed by your 1.0 product release.” Hoffman said that “unless you’re Steve Jobs,” entrepreneurs are probably at least partially wrong about their product, and they won’t find out what they’re wrong about until people are using it. He added that when he launched LinkedIn, his co-founders wanted to wait until they launched the “contact finder” feature, but it turns out that wasn’t necessary — LinkedIn still hasn’t added that feature eight years later.
  7. “Always keep your aspirations and aim high, but don’t drink your own Kool Aid”
  8. “Having a great idea for a product is important, but having a great idea for product distribution is even more important.”
  9. “Pay attention to your culture and your hires from the very beginning.”
  10. “These rules of entrepreneurship are not laws of nature. You can break them.” — After all, the nature of entrepreneurship is that you’re doing something for the first time.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Uma empresa é feita de pessoas...

Esta dica foi dada por Richard Branson no OPEN Forum da American Express



Uma empresa não tem sucesso por causa do produto que vende, da cadeia de valor ou pela cultura empresarial. A empresa é um grupo de pessoas com uma proposta e visão em comum. No caso da Virgin, temos os mesmos aviões que a concorrência e nossa academia tem mais ou menos o mesmo equipamento das outras. O que nos separa da concorrência? Nossas pessoas.

O melhor plano de negócios do mundo não servirá de nada se não for implementado por pessoas entusiasmadas e apaixonadas. Isso é especialmente verdadeiro quando as coisas dão um pouco errado. Uma equipe pró-ativa e empolgada normalmente consegue reverter desastres em potencial e transformar isso em uma oportunidade.

No início do ano, um vôo da Virgin America foi desviado de Nova York para um aeroporto no Connecticut por causa do mau tempo. Os passageiros ficaram presos no avião por horas, enquanto o pequeno aeroporto lutava para gerenciar o número extra de vôos. Demorou demais.

Depois disso, o CEO David Cush pediu desculpas pessoalmente para vários passageiros, o que pode ter os ajudado a sentir que as pessoas da Virgin estavam preocupadas com eles e estavam trabalhando para resolver a situação.

”A teoria dos 9 C’s – o que um líder deve ter como características”

”A teoria dos 9 C’s – o que um líder deve ter como características”:



O que faz um líder

1- Um líder tem que mostrar Curiosidade. Ele deve ouvir pessoas que estejam fora do círculo do “Sim, senhor”. Se ele não testa suas crenças e opiniões, como ele sabe que está certo? A falta de habilidade em ouvir é uma forma de arrogância. Isso pode parecer que ou você acha que sabe tudo, ou que você simplesmente não se importa.

2- Um líder deve ser Criativo, fazer algo que ninguém imaginaria, algo realmente diferente. O famoso pensar fora da caixa. Líder é administrar mudanças – não importa se você lidera uma empresa ou um país.

3- Um líder deve Comunicar. Eu não estou falando de fazer fofoca ou de soltar grunhidos. Estou falando sobre encarar a realidade e falar a verdade.

4- Um líder deve ser uma pessoa de Caráter. Isso significa saber a diferença entre certo e errado e ter coragem de fazer a coisa certa. Abraham Lincoln disse uma vez, “Se você quer testar o caráter de um homem, dê poder a ele”.

5- Um líder precisa ter Coragem. Presunção não é coragem. Falar alto também não é coragem. Coragem é o comprometimento de sentar numa mesa de negociação e falar.

6- Para ser um líder você precisa ter Convicção – um fogo dentro de você. Você tem que ter paixão. Você tem que real e profundamente querer fazer algo até o fim.

7- Um líder deve ter Carisma. Carisma é a qualidade que faz com que pessoas queiram ser suas seguidoras. É a habilidade de inspirar. Pessoas se inspiram e seguem um líder porque elas confiam nele.

8- Um líder deve ser Competente. Você tem que saber o que você está fazendo. Mais importante que isso, você precisa se cercar de pessoas que saibam o que estão fazendo.

9- Você não consegue ser um líder sem ter senso comum (common sense).

O maior C é de Crise. Líderes não nascem líderes, são criados. A liderança é lapidada em tempos de crise.

Nada melhor que agora para testar o grande C.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

CLARICEANDO... Clarice em 15 ATOS...


1- Palavras até me conquistam temporariamente, mas atitudes me ganham ou me perdem para sempre.

2- Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir.

3- Quando se sente amor, tem-se uma funda ansiedade. É como se eu risse e chorasse ao mesmo tempo.

4- Cuide-se como se você fosse de ouro, ponha-se você mesmo de vez em quando numa redoma e poupe-se.

5- Depois que descobri em mim mesma como é que se pensa, nunca mais pude acreditar no pensamento dos outros.

6- Um dia hás de ver que, as únicas coisas leves, foram as únicas que o vento não consegui levar.
7- Faz de conta que não precisava morrer de saudade.

8- Quando você diz “Eu te amo”, você esta fazendo uma promessa com o coração de alguém. Tente honrá-lo.

9- Eu sou nostálgica demais, pareço ter perdido alguma coisa não se sabe onde e quando.

10- O fracasso me serve de base para eu existir. Se eu fosse um vencedor? morreria de tédio.

11- Às vezes, quando duas pessoas estão juntas, apesar de falarem, o que elas comunicam silenciosamente uma à outra é o sentimento de solidão.

12- Cuidado com suas preocupações, dizem que dá ferida no estômago.

13- Eu sou o meu próprio espelho. E vivo de achados e perdidos. É o que me salva. Estou metida numa guerra invisível entre perigos.

14- O que sinto não é traduzível. Eu me expresso melhor pelo silêncio. Expressar-me por meio de palavras é um desafio.

15- Quem é capaz de sofrer intensamente, também pode ser capaz de intensa alegria.

Por não estarem mais distraídos (Clarice Lispector)

Por não estarem mais distraídos (Clarice Lispector)

Havia a levíssima embriagues de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que. por admiração. estava com a boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter essa sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriagues que era a alegria da sede deles.
Por causa dos carros e pessoas, às vezes, eles se tocavam e, ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não.
Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. E então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas.
Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela, que estava ali no entanto. No entanto, ele que estava ali… tudo errou, e havia a grande poeira das ruas. E quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso.
Tudo só por que tinham prestado atenção, só por que não estavam bastante distraídos.
Só por que, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo por que quiseram dar um nome; por que quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos…

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Raul - Texto de Max Gehringer

O Raul
(Texto de Max Gehringer - CBN)





Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente.

Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.

Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio.

Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho.

Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.

Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena.

Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.

Deu no que deu.

O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino'.

E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.

Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional.

Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.

E quem era o chefe do Pena? O Raul.

E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito.

O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação.

Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.

Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.

Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.

Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.

E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.

O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.

Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul.

E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:...

ELE ENTENDIA DE GENTE!

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.

E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: “Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo".

Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas.

Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert e todo pintor comum, um gênio.

Essa era a principal competência dele.

'Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes".

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Eu sou conhecedor de gente e VOCÊ???



Lendo esse texto do Max Gehringer, lembrei muito do que aprendi a respeito de investigação apreciativa com a amada Heloisa Biscaia


Muito mais importante do que ter inúmeros talentos é ter o poder de despertar os talentos existentes nas outras pessoas, enxergar nas pessoas o que existe de melhor nelas e que nem elas mesmas são capazes de perceber, em se tratando de equipes de trabalho eu ousaria dizer que seria mais ou menos como abandonar a pirâmide e os já conhecidos fluxogramas organizacionais e aprender a montar o quebra-cabeça organizacional, de forma que cada um seja conhecedor do lugar onde poderá desenvolver todo seu potencial, na investigação apreciativa aprendemos a ver o luxo no que muitos consideram lixo, embora pareça, este não é um exercício fácil, pois como seres humanos normais que somos, carregamos Pré-Conceitos de todas as formas mas cada dia mais percebo que torna-se fundamental e não apenas no campo social, mas também no mundo corporativo, grandes empresas são formadas por grandes pessoas, capital intelectual é a maior riqueza de qualquer organização e pessoas capazes de ajudar as outras a desenvolverem ao maximo este capital intelectual inerente a cada um, são o pote de ouro no fim do arco-íris de qualquer organização, pois estas jamais deixaram que camelos fiquem enjaulados em um zoológico sendo que foram feitos para o deserto e suas capacidades de nada servem em uma jaula, ou melhor, só atrapalham, penso que não existe sobre a terra ser humano que não seja realmente bom em algo, a diferença em os que alcançam o sucesso e os que ficam a margem, infelizes em empregos onde não podem desenvolver todo seu potencial poderia estar em descobrir o que realmente é capaz de fazer bem e focar nisso, pois, assim como um camelo não tem condições de desenvolver todo seu potencial trancado em uma jaula de zoológico, assim também um bom profissional não poderá utilizar o maximo de sua capacidade se não tiver oportunidade e incentivo para tal, pessoas precisam de outras pessoas e principalmente, precisam de alguém que lhes guie, lhes mostre o caminho, que os ajude a descobrir todo seu potencial, para realizar coisas que nem eles mesmos acreditavam ser capazes e assim sabedores de seu potencial e amparados pelos “Raul’s” descobriram que estão no lugar certo rumo aos sonhos que movem sua vida...

Não existe certo e errado, assim como não existe empresa ruim ou profissional incompetente, tudo é uma questão de “como olhar” e o Raul é o cara que vai ajudar o “incompetente” de hoje a ser o caso de sucesso de amanhã, ocupando uma nova posição, claro!!!

Morgana Fernandes